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Me chamo Alexandre Nascimento, nasci em Franca/SP mas atualmente resido em Uberlândia/MG, onde curso Ciências Econômicas na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Sou um adorador nato do futebol, especialmente do Sport Club Corinthians Paulista e da Associação Atlética Francana.
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27 Jul 2010
Confira a primeira entrevista de Mano na Seleção em detalhes
26 de julho de 2010 • 19h37 • atualizado às 19h45


Primeira coletiva de Mano Menezes como técnico da Seleção Brasileira durou 45 minutos
Foto: AFP

O primeiro dia de Mano Menezes como novo técnico da Seleção Brasileira foi movimentado. Depois de ser apresentado oficialmente pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, coube ao treinador já anunciar sua primeira lista de jogadores convocados, na qual fez uma mudança radical do time que decepcionou na Copa do Mundo de 2010 (apenas quatro atletas do Mundial aparecem na relação).

Depois de anunciar os convocados, Mano encarou de frente à imprensa, com quem o ex-treinador Dunga teve uma relação bastante conturbada. Mostrando simpatia, o novo comandante da Seleção respondeu perguntas de todos os tipos durante 45 minutos.

Entre os assuntos estiveram a renovação da equipe, o esquema tático, as metas, os Jogos Olímpicos de Londres em 2012, a Copa do Mundo de 2014, entre outros.

Confira abaixo todos os detalhes da primeira entrevista do treinador:

Importância de estar no Brasil
É mais próximo de tudo, também pretendo trabalhar bastante, acompanhar tudo muito de perto como gosto de fazer. É essencial estar aqui (no Brasil).

Comissão técnica
Pensamos eu como técnico, Sidney (Lobo), meu primeiro auxiliar, e Rafael Vieira, analista de desempenho. Pensamos em fazer o início de uma renovação.

Eu procuro sempre estabelecer um relacionamento amplo para essas coisas, não gosto de ser o único a decidir. Por exemplo, entendo pouco de medicina esportiva, seria muito mais lógico escolher um médico-chefe e que coubesse a ele escolher os profissioansi da sua área.

Metas
O trabalho tem o objetivo não só da Copa de 2014, mas também para a Olimpíada de Londres...Nessa convocação nós colocamos sete jogadores com idade olímpica, visando um trabalho paralelo de preparação e ambientação desses jogadores. Visando prepará-los para os momentos em que nós dirigiremos nossas atenções mais para a Olimpíada. É bem possível fazer isso. Mesmo que eles não joguem, vão vivenciar o ambiente e participar da preparação. Um conhecimento que o técnico precisa ter do comportamento e da personalidade, só o dia a dia dá isso... Você tem que partir de um ponto, esse é o ponto inicial, e a sequência da continuidade ou não de alguns vai depender do que acontecer a partir de agora.

Processo para criar lista de jogadores
(Demorei) dois dias (para formatar a lista). Nós trabalhamos, iniciamos o trabalho no sábado, ainda trabalhamos no domingo pela manhã, depois tivemos que voltar nossas atenções para o jogo do Corinthians. Iniciamos fazendo um levantamento dirigido pra esse objetivo, depois começamos a usar a estrutura da federação, eu fiz o contato, direto, pessoal, com todos os jogadores de fora. Eles estão vindo de uma parada de férias, queria saber se eles estavam bem e podiam aceitar o convite.

Tive uma conversa com os jogadores que são remanescentes e jogaram a Copa, pois tiveram um desgaste maior. Esse ainda é um momento de recuperação. Quando você não ganha você sente muito, você se desgasta. Não é necessário utilizá-los neste primeiro momento. Procuramos ainda informações com alguns profissionais, colegas, sobre jogadores dentro de clubes do Brasil

Novatos
Eles estão inseridos dentro de um início de trabalho. O Ganso já foi convocado para a Seleção de base (Sub-20), o Neymar ainda não (Neymar já participou da Sub-17), agora na Seleção principal vão ter a oportunidade de comprovar tudo aquilo que fizeram no Santos. Não cabe aqui fazer qualquer outro tipo de análise... Temos que enxergar as coisas para frente a partir de agora. Agora é importante a gente conduzir o trabalho com maturidade, com serenidade.

Para esse jogo essa é a lista ideal. Aquilo que não se pôde fazer, momentaneamente não se pôde fazer, vai haver sempre uma possibilidade momentânea. Nós não temos restrição à convocação de ninguém, nem mesmo com os jogadores que acabaram de disputar a Copa do Mundo a confiança que se estabelece em cima de um trabalho, temos que respeitar a idade porque ela vai chegando e nos tira algumas condições. Na Seleção, como em tudo na vida, a fila anda, outros vão estar mais capacitados a ocupar o lugar e isso vale como regra geral.

Londres 2012
Eu acho que é uma etapa importante deste trabalho, que vai ser dividido em três momentos: Copa América, Olimpíada e depois a Copa. Vai ser uma sequência natural, vamos utilizar algumas das datas que temos lá na frente especificamente para a Seleção Olimpica. Vamos elaborar um calendário, esclarecer com os clubes europes - que não tem obrigação de ceder jogadores em idade olímpica - mas nós pretendemos, como organização, apresentar para esses jogadores um projeto. Fazendo isso com bastante antecedência teremos a possibilidade de montar uma Seleção olimpica capaz de brigar pela medalha.

Planejamento
Tenho um plano, que vou mostrar ao presidente. Certamente o que precisamos, por tudo aquilo que ouvi, é preparar melhor a estrutura que vai produzir uma equipe final. Geralmente se enxerga o time dentro do campo e se pensa que aquilo é o trabalho q temos q fazer. Não, aquilo é o final do trabalho que temos que fazer.

Erros de 2006 e 2010
O futebol tem 17 regras e uma vez eu fiz um pequeno curso de arbitragem e aprendi que exisitiam 18. Tem uma que chama bom senso é isso que eu pretendo adotar para essas questões, não podemos nos eximir para entender que o que aconteceu nesta Copa do Mundo tem uma relação direta com aquilo que aconteceu na outra. Abrimos e justificamos a falta de resultados tão veemente por aquilo que aconteceu. Todos já estamos agora mais maduros. O que importa mais é o trabalho.

Convocação de quem atua no Brasil
Uma coisa: eu acho que precisa ficar claro nesse novo momento. Nós não vamos convocar jogadores da Europa só porque estão jogando na Europa e momentaneamente talvez tenham um pouco mais de repercussão. Quando o jogador brasileiro, jogando no Brasil, estiver bem, ele vai fazer parte da Seleção também. A gente sabe que quando ele está no Brasil e vai para a Seleção, ele não ficará no Brasil por muito tempo. Vamos seguir uma linha: quem estiver bem, vamos convocar.

Relação com categorias de base
Nós teremos durante a semana a presença do Sidney (Lobo, seu auxiliar) no Paraguai pra acompanhar o desempenho de alguns jogadores (no Torneio Sub-20, que a Seleção participará)...Alguma coisa precisa ser melhorada nesse aspecto. Cabe a nós melhorar alguma coisa.

Necessidade de supervisor técnico
Uma certa época eu tive um desgaste porque foi discutida a minha interferência ou omissão na saída de um diretor executivo. Não vou deixar isso acontecer novamente. Diretor executivo fica acima do técnico, só darei opinião se me pedirem. O supervisor técnico eu acho que é necessário. Um profissional que formule um calendário, com especificadade de dados. Nesse cargo eu coloquei um organograma que estabeleci como primeira ideia de trabalho.

Pressão da torcida em 2014
As transformações sempre são mais difíceis, algumas mais lentas, outras nem tanto, para esse momento essa foi na medida certa. A Copa sendo no Brasil, vai ser mais difícil por um lado, com mais apoio por outro. O país-sede tem uma presença de público muito maior e com o futebol de alta qualidade que a seleção tem, acho que o fator local deve ser um aliado significativo. Mas 2014 ainda está muito distante, temos muito chão para percorrer até ter uma Seleção com capacidade de suportar essa pressão, mas também capaz de passar por tudo isso e se colocar como candidata ao título.

Jogadores do Corinthians fora da lista
Não sei, precisamos perguntar para eles. Naturalmente as coisas vão acontecer em um trabalho longo. Quem se acha em condições de integrar a Seleção continue fazendo seu trabalho que será convocado, independente do clube. Você procura dentro de uma linha, obedecendo o equilíbrio de funções, vai conhecendo os jogadores, vai observando a evolução de cada um, vai surgir o espaço pra todo mundo que está se destacando. É um trabalho longo pela frente, pode ter calma, a hora chega para todo mundo que estiver bem.

Jogador que recusou convocação
Dizer que não está bem para ir para Seleção é uma postura respeitável. Vou guardar o nome e considerar muito as opiniões dele...Não começa com K (o nome do jogador). Vamos estabelecer uma regra de relacionamento: não minto, mas omito algumas coisas. Não foi o Kaká.

Copa América
Vamos esperar um pouco para falar de Copa América. É um exercício de futurologia, sem objetividade.

Futebol competitivo x Futebol bonito
Ganhamos as duas últimas jogando. Todo mundo diz que ganhamos jogando feio em 1994, depois ganhamos com três zagueiros em 2002. Futebol tem muitas maneiras de se ganhar, eu respeito todas. Vamos procurar uma maneira que nos coloque mais próximos de vencer. Se conseguirmos deixar a Seleção próxima de vencer jogando mais bonito vai ser o que queremos. A luta é para chegar próximo disso ou isso.

Recuperar a condição de "melhores do mundo"
As derrotas sempre são difíceis de digerir em um futebol que se considera o melhor do mundo. Nos consideramos melhores que a maioria, embora nos últimos anos tenhamos tomado umas tamancadas fortes. Nas últimas Copas nao conseguimos ser isso, temos que recuperar essa condição.

Maturidade dos jogadores
Talvez tenhamos que investir mais na maturidade dos nosssos jogadores, a saída precoce atrapalha muito. Conversei com um dos técnicos e tocamos no assunto. Perguntei do estágio atual de um dos jogadores e me disse que ele não está pronto ainda.

Formação tática

Não vejo na vida dos clubes uma possibilidade de escolher um jeito de jogar e dizer "vamos jogar desse jeito". Para a Seleção, que se pode escolher os jogadores, isso é possível. Gosto de jogar mais vezes 4-2-3-1, que é o que se viu muito na Copa e que é o que em 2006 eu já fiz no Grêmio. Porque dá uma condição de você ter força ofensiva, jogadas pelos flancos, chegada de trás, saída de volantes (pode escolher dois volantes q apoiam) e os clubes europeus estão usando muito um tripé por dentro, de formação de meio campo e três jogadores mais adiantados. Talvez seja o caminho para os próximos anos, mas o futebol é cíclico. Vai depender da consistência do trabalho.

Gosto de jogar com linha de 4, então sempre verei os laterais pretendendo essa montagem de equipe. Talvez hoje seja a posição que temos maior dificuldade, porque muitas equipes no Brasil jogam com linha de 3. Lateral não é ala. Ala é um jogador com outras características, muio mais amplas. Defensivamente joga mais a frente, não faz cobertura por trás do zagueiro.

Contrato com a CBF
Ainda não terminamos os detalhes da negociação, sempre valorizo o principal.

Poucos jogos oficiais até 2014
Certamente vai ser uma preocupação (poucos jogos oficiais), vai precisar ser compensada com a escolha dos adversários que vamos enfrentar (nos amistosos). Além de ser tradicional, precisa ser uma seleção que imponha dificuldade no confronto, que "irrite", como a Suíça que mostrou que se pode jogar fechado. Ou adversários que jogam no corpo a corpo, que não gostamos de enfrentar, para ir preparando de diferentes maneiras a Seleção.

Escolha do capitão
Não defini, eu os conheço pouco pessoalmente. Para escolher a função é preciso ir muito além, usar o trabalho talvez de uma psicóloga que defina personalidades. Um líder, como vai reagir no campo. Escolher a pessoa certa para que a função não seja decorativa.

Virtudes da equipe de Dunga
A Aeleção na maior parte de toda a passagem do Dunga sempre teve uma organização tática boa. Exceção foi o segundo tempo contra a Holanda, quando as coisas não fucnionaram. O Brasil sempre teve uma ideia clara de como queria vencer a partida. Às vezes não venceu pelas dificuldades que enfrentou. Penso isso, que se nos organizarmos bem taticamente, com o talento que temos, temos sempre uma possibilidade de vencer.

Psicólogo na comissão
Está lá no organograma que teremos psicólogo, existe uma consciência bastante avançada sobre isso.

Festa no adeus ao Corinthians
Foi muito bonito. É o segundo grande clube que eu encerro o trabalho e saio dessa forma. Foi maior ainda no Corinthians. É raro (receber tanto carinho), mas eu trabalhei todos os dias para que o torcedor do Corinthians estivesse feliz.

Relação com imprensa
Não tenho ilusão sobre essa questão, não basta ser simpático, ser agradável. Se não ganhar e não fizer trabalho com qualidade, isso passa a ser um discurso vazio. Trato todo mundo com respeito e gosto de ser tratado com respeito. Não tenho aversão à crítica.

Jogadores da Copa 2010
Nós não estamos excluindo nenhum jogador que participou da Copa, apenas se entendeu que para a maioria dos jogadores que disputou a Copa deve-se dar uma descanso momentâneo. Depois as coisas devem andar como devem andar. Se acharmos - e provavelmente vamos - que um deles deve novamente fazer parte da Seleção, eles vão estar.

Vida pessoal dos jogadores
Minha visão da vida paralela do jogador é bem objetiva. Não é possível controlar a vida individual do jogador de futebol. Não vou ficar atrás, eles precisam ter noção clara do que signifca ser jogador profissional, ainda mais da Seleção. A partir do momento que qualquer parte fora do nosso trabalho se refletir em algo negativo para o nosso trabalho, vamos ter uma conversa objetiva.

Fonte: Terra - Esportes
1 Jul 2010
Falta um ano pra eu formar, e to pensando seriamente em seguir rumo a terra da Rainha logo após pegar o canudo.
Como comecei um estágio há dois meses, já to começando a juntar grana pra isso; e to começando a pegar o máximo de informações possíveis, pois, por enquanto, tudo não passa de uma ideia.

O que vocês acham?
To pensando em ir pra lá principalmente em busca de experiência, pra conhecer uma cultura diferente. Minha ideia é ir com uma grana que dê pra me manter no mínimo um mês, que é um prazo que eu acho bom pra conseguir um emprego; depois disso é só ralar no trampo e aproveitar o tempo livre, pois, não to afim de ir pra juntar grana, to afim de ir pra curtir a cidade e, se possível, conhecer a Europa.

Claro que existem uma série de dificuldades nesse meio todo, e talvez as coisas não vão sair do jeito que quero.
Eu tenho dupla-cidadania (italiana), mas não tirei meu passaporte ainda. De qualquer forma, creio que o fato de eu poder ficar lá na Europa de forma legal vai me ajudar bastante, né?

Se puderem, dêem seus pitacos aí galera!
E não fiquem com medo de diminuir meu entusiasmo, pois, o que mais preciso nesse momento é de sinceridade...haha

Abraço
3 May 2010


hahahahahaha

A pedidos da torcida do GALO, o Tardelli mandou MUITO BEM!

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11 Feb 2010
11/02/2010 - 07h40
BB, Bradesco e Santander vão partilhar caixas eletrônicos

TONI SCIARRETTA
da Folha de S.Paulo

Depois de mais de dez anos de discussões, alguns dos principais bancos brasileiros decidiram, finalmente, compartilhar a rede de caixas eletrônicos existente no país. O anúncio do que os bancos chamam de "estudos preliminares" será feito hoje em São Paulo.

No primeiro momento, participarão do compartilhamento das redes eletrônicas o Banco do Brasil, o Bradesco e o Santander. Inicialmente, serão partilhados os caixas que estão fora das agências.
Entre as grandes instituições financeiras, só ficou fora o Itaú Unibanco, o maior banco privado brasileiro e que, segundo fontes do mercado, era o que mais resistia à proposta.

O Bradesco tem 30.657 terminais de autoatendimento. Já o Santander tem cerca de 7.600, e o Banco Real (comprado pelo Santander), 11 mil. O Banco do Brasil tem 40 mil caixas eletrônicos.

Além das redes próprias, vários bancos contam com a rede Banco 24 Horas, que atende Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Bradesco e Banco do Brasil, entre outras instituições, e possui mais 6.700 terminais eletrônicos.

O Brasil é um dos poucos países em que os caixas eletrônicos não são universais. Isso porque os bancos viam na abrangência da rede eletrônica de atendimento um ativo importante para se diferenciar das instituições de menor porte e alcance geográfico.

As discussões evoluíram bastante nos últimos meses com a iniciativa do governo de apertar a regulação junto às empresas de cartões de crédito, cujo mercado é ainda dominado por Cielo (antiga VisaNet) e Redecard, empresas que tinham exclusividade, respectivamente, das bandeiras Visa e MasterCard.

A exclusividade da MasterCard com a Redecard terminou no ano passado e a da Cielo com a Visa acabará neste ano.

American Express

O Bradesco, que comprou as operações da American Express no Brasil em 2006, também está disposto a liberar a bandeira para uso dos concorrentes. À época, o então maior banco privado brasileiro comprou a Amex para aumentar sua presença no segmento de alta renda, que era o foco da bandeira americana.

Com a pressão do governo junto às empresas de cartão, o mercado tenta agora se reorganizar para sobreviver em meio à crescente desregulamentação e dos contratos de exclusividade. O setor de cartões de crédito era um dos que trabalhavam com as maiores margens de ganho do país.

Os bancos discutem também o compartilhamento total das máquinas dos lojistas que fazem a "captura" das operações por meio de cartões de crédito e débito.

Entre as instituições financeiras, Santander e Banco do Brasil são as mais interessadas no compartilhamento geral das infraestruturas de rede. O argumento é que a competição não se dá mais na operação e na tecnologia, que se tornaram "commodities", mas no serviço prestado ao cliente.

Fonte: Folha Online - Dinheiro

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11/02/2010 - 09h51
União de caixas eletrônicos de BB, Bradesco e Santander deve sair até julho

da Folha Online

Os bancos Bradesco, Banco do Brasil e Santander confirmaram nesta quinta-feira que irão unir suas redes de caixas eletrônicos, o que se traduzirá em uma rede de 11 mil unidades de atendimento externos.

Segundo comunicado conjunto emitido pelos três bancos participantes do projeto, a consolidação de seus terminais de autoatendimento externos deverá ser concluída em até cinco meses --ou seja, até meados de julho.

"Na conclusão dessa operação, os bancos pretendem ter um modelo de negócios que possibilite o acesso por seus clientes a cerca de 11 mil terminais de autoatendimento externos. Esse modelo proporcionará significativo aumento da disponibilidade e capilaridade da rede, com ganho de eficiência em relação à atual forma de utilização individualizada das respectivas redes de autoatendimento", informou o comunicado.

Outra novidade é que essa rede de caixas eletrônicos terá uma marca que a identifique. Segundo os bancos, o nome da nova marca ainda está em estudo.

O compartilhamento das redes de caixas eletrônicos já era discutida há mais de dez anos, e teve um importante avanço nos últimos meses. Entre as grandes instituições financeiras, só ficou fora o Itaú Unibanco, o maior banco privado brasileiro e que, segundo fontes do mercado ouvidas pela Folha, era o que mais resistia à proposta.

O Brasil é um dos poucos países em que os caixas eletrônicos não são universais. Isso porque os bancos viam na abrangência da rede eletrônica de atendimento um ativo importante para se diferenciar das instituições de menor porte e alcance geográfico.

As discussões evoluíram bastante nos últimos meses com a iniciativa do governo de apertar a regulação junto às empresas de cartões de crédito, cujo mercado é ainda dominado por Cielo (antiga VisaNet) e Redecard, empresas que tinham exclusividade, respectivamente, das bandeiras Visa e MasterCard. A exclusividade da MasterCard com a Redecard terminou no ano passado e a da Cielo com a Visa acabará neste ano.

Entre as instituições financeiras, Santander e Banco do Brasil são as mais interessadas no compartilhamento geral das infraestruturas de rede. O argumento é que a competição não se dá mais na operação e na tecnologia, que se tornaram "commodities", mas no serviço prestado ao cliente.

Fonte: Folha Online - Dinheiro

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11/02/2010 - 16h15
Caixas eletrônicos compartilhados não terão custo para clientes, dizem bancos

GIULIANA VALLONE
da Folha Online

Atualizado às 17h22.

O compartilhamento dos terminais externos de autoatendimento de Bradesco, Banco do Brasil e Santander não terá custo adicional para os clientes dos bancos. "O impacto para os clientes é nulo ou benéfico. Nós teremos não só mais máquinas, como máquinas em mais locais". De acordo com ele, o uso desses equipamentos está previsto nas cestas de tarifas de cada um dos bancos.

Em entrevista com jornalistas nesta quinta-feira, executivos dos três bancos afirmaram que, seguindo os padrões internacionais, a parceria deve gerar uma redução de 20% nos gastos com a rede externa de atendimento. O foco da parceria será reduzir os custos com a manutenção desses equipamentos e aumentar a conveniência dos clientes.

A parceria anunciada hoje inclui 11 mil caixas localizados em shoppings centers, supermercados, postos de combustíveis, entre outros. Ao todo, os três bancos possuem 15 mil terminais externos --dentro os quais 4 mil não entram no acordo-- e outros 75 mil internos, que, por enquanto, não farão parte do acordo.

Os primeiros terminais de compartilhamento devem entrar em funcionamento em cinco meses. De acordo com os executivos, a tendência é que em locais em que haja mais de uma máquina dos três bancos seja mantido apenas um caixa e os outros equipamentos sejam reinstalados em locais que ainda não possuem terminais.

Candido Leonelli, diretor-gerente do Bradesco, ressaltou que a parceria não diminui a concorrência entre os bancos. "Hoje nós temos a maturidade de entender o que é diferencial competitivo e o que é comodidade para os nossos clientes. Concorrência se faz no relacionamento", afirmou.

De acordo com Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente de novos negócios do BB, os caixas externos representam 15% de todos os terminais de autoatendimento dos bancos. No balanço, porém, os ATMs externos respondem por 30% dos gastos com os equipamentos.

Cafarelli afirmou que no BB os custos com todos os terminais somam R$ 1 bilhão por ano --assim, cerca de R$ 300 milhões seriam gastos apenas com os ATMs externos.

Os executivos disseram ainda que será constituída uma nova empresa para administrar a nova marca que surgirá da parceria. Os bancos vão realizar uma licitação para escolher uma empresa para operar a rede compartilhada. Uma das possibilidades levantadas por eles seria a administração pela Tecban, que hoje opera a rede 24 horas.

Outros bancos

Caffarelli afirmou que os bancos brasileiros negociam o compartilhamento de terminais de atendimento há dez anos. Segundo ele, porém, a proposta de incluir todas as instituições em um acordo não estava evoluindo e, então, BB, Bradesco e Santander optaram por fechar parceria.

"Nunca conseguimos fazer funcionar. E se não está funcionando desse jeito, nós vamos fazer funcionar de outro jeito", disse. Ele ressaltou, porém, que a consolidação da rede compartilhada vai permitir que outros bancos entrem na parceria.

Fonte: Folha Online - Dinheiro
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Te adicionei nos meus amigos fofos!
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